Meu Filho não é apenas um bebê. Juro. Suspeito ser ele a doçura, em pessoa! Um sorriso em forma de criança... Talvez um baú pequenino repleto de encantos... Ou até mesmo um raiozinho que escapuliu do sol e veio parar aqui, na minha vida!
Ele não é uma simples pessoa, confesso...É um serzinho sublime, muito pequeno, dependente. Eu acho... Mas dentro dele cabe a maior felicidade do mundo! Temo algum dia eu explodir, de tanto orgulho. Ou morrer, de tanto amor!
(Por Daline Carla)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Notícia boa: a gente também vê por aqui.

Mais de mês sem post novo por aqui... passou natal, passou reveillon e nada de a ingrata postar notícias. Pense pelo lado bom: isso significa que está tudo bem! Porque se estivesse algo fora do lugar já teria passado aqui para me lamuriar. E tá mesmo tudo excelentemente ótemo, obrigada!

Antes de mais nada, meus votos a todos de um 2012 repleto de vitórias, conquistas, cura, banquetes cada vez mais variados para todos os alérgicozinhos deste Brasil!

Passamos as festas muito bem, obrigada. Viajamos para o meio do nada interior de SP e Caio ganhou o mundo. Pisou na terra, nadou no rio, nadou na piscina, nadou na poça de lama. Conheceu pessoalmente o galo, a vaca, o boi, alimentou o cabrito, alimentou a mamãe (com o papá do cabrito). Subiu na árvre, digigiu o tatô, entrou (sem ser convidado) em meia dúzia de ranchos do condomínio Bela Vista do Tietê (isso memo: Tietê, e a vista é bela mesmo!). Indroduzimos alimentos novos da dieta dele: areia, terra, frutinhas desconhecidas colhidas direto do pé, sola de chinelo, insetos mortos. Deu certo. Porque essas coisas dão errado nunca. Chuchu malvado.

 Comportou-se como um anjo durante a viagem toda, quando voltamos para casa ele compensou toda a chatice desativada durante a viagem. O menino conheceu o sabor da liberdade e gostou. Ficar horas preso dentro de casa foi tarefa cruel depois disso. Mas sobrevivemos. Acho. 

A alergia - pasmem!- tem deixado de ser o centro das atenções em nossas vidas. Caio tem um cardápio bem variado, nas festinhas e reuniões ele pode até comer pipoca,  batata frita e algodão doce (poder, pode, mas este ele não come - porque tem medo - pudera! textura assustadora essa, do algodão doce.) E o fofucho nunca esteve tão bem! Há semanas não vejo a cara da diarreia, as fuças do vômito e o ar da graça da cólica por aqui! Que todos eles se dêem as mãos e descansem em paz!

Nesta viagem Caio tomava tetê gelado, usava repelente fidido o tempo todo, andava descalço, comia as comidas exóticas já citadas acima, e nenhuma tosse, nenhum espirro, nenhuma diarreia. Nadinha de nada! Apenas uma alergia cretina do calor, que fez com que a fralda da marca que usa desde que nasceu desse irritação... o pobrezinho se coça tanto na região da fralda que levanta vergão e até sangra! Esse fato maldito está me obrigando a tentar suicidio um desfralde precoce. E haaaja paciência: ele diz que "faz xixi no chão porque Caio é neném". (Posso?). Mas isso fica para um post a parte, de preferência com a situação solucionada. Que venha o desfralde. Ou o frio. Ou os dois. Ou quem chegar primeiro. A essas alturas do campeonato, tanto faz! (oi?)

Mas a coisa tá tão very good, mas tão very very good por aqui (Thank, God!) que a mamãe está se dando o luxo de pensar em outras coisas. Uma loucurazinha, como tentar dirigir, por exemplo (e ainda ter a pachorra de pedir permissão legal para esse desplante!). Mudar de casa, por outro exemplo. (Bolso, bolsinho meu, aguente firme!). Um bolinho de aniversário pro Caio (só bolinho este ano, o bolso tá se esforçando mas não tá guentando o tranco não!). Testar leite de vaca pro coisa fofa (segunda, dia 23/01 - tá chegando!), testar ovo e gluten logo em seguida, escrever um livro e plantar uma árvore. (ok, deixa livro e árvore pra depois...não quero me sobrecarregar.)

2012 promete! Que venham as mudanças, que tudo fique ainda melhor! Obrigada, papai do céu!








PS 1: olha a frase encantadora que Caio volta e meia solta por ai: "mamãe, eu te amo muito!" - é pra derreter ou não é? compensa cada xixi que ando limpando no chão! Cocô ainda não compensa não. (misericórdia, gentz! é ruim demais!)  Ele terá de dizer algo muito além disso para fazer valer a pena. Vamos, Caio, impressione-me!

PS 2: Hoje meu mini-baterista completa 1 ano e 10 meses!

PS 3: Bisóia aí a ilustração que a mamãe desenhou pro quarto novo do Caio!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E está chegando a hora!

Friozin na barriga... tanto pedi que consegui o tão esperado teste com o alimento sonho-de-consumo. Leite ninho, é claro! (ahtá... pensava que era caviar...). Ok, ok... não é leite ninho ainda não. É teste com Nan sem lactose. S-E-M--L-A-C-T-O-S-E. Mas daí a gente fica só um cabelinho de distância da famigerada latinha amarela...

Por que tive de pedir tanto?
Seguinte: quando Caio tinha 2 meses de gritos, berros e choros vida e a alergia era novidade em nossas vidas, escutei no consultório médico que ele ficaria em dieta por 90 dias e então tentaríamos o leite de vaca novamente. E acreditei. Me apeguei ao fato de que era algo passageiro, ficaria tomando o alergomed e dali há 3 mesesinhos o coisa fofa já teria superado. Doce ilusão! 4 meses depois trocamos sim de fórmula, mas não como eu queria... passamos da fórmula para alergia moderada à fórmula para alergia severa porque o fofucho vomitava até as tripas e ainda tinha cólicas colossais diariamente. Mais 4 meses de aminomed e mudamos de novo... de marca! Agora seria neocate.

[Pausa para atender o mini-músico que acordou chamando o "galo" - aquele, que usa paletó. Sim, esse mesmo, o Carijó.] Anjinho voltou a dormir, tornemos ao relato.

Daí veio a exclusividade e todas conquistas que ela trouxe. Coisa-linda-da-mamãe com 1 ano não comia nada, só tomava tetê, mas já não vomitava mais, alcançava o brilhante marco de 5 horas seguidas dormindo, melhorou até de humor, apresentou o "coco normal de bebê" para a mamãe, enfim percebi que o bem-estar pleno dele era possível sim, e alcançável! Mas daí foram mais 8 meses de neocate e nada de ninguém querer descer o leitinho dele. Obrigada neocate, você salvou a pátria, mas... já deu! Se manda daqui! Foi um prazer, beijonãomeliga nunca mais. Lá vai mamãe tentar convencer a médica disso... Nesses meses de neocate fomos introduzindo alimentos novos, um a um, e Caio reagia a muitos deles... Isso deixava a médica receosa de avançar com o leite. Mas de tanto eu perturbar insistir, consegui o consentimento médico. Que venha o pregomin pepti! Lá se foram 30 dias de adaptação com direito a diarreia, assaduras, vômitos... mas mamãe não desiste nunca. Insistimos e tudo foi superado...

Abre parênteses para falar de adaptação. Ôooo fasezinha do cão! Essa bichinha é doida para confunfir a cachola das pobres mãezinhas e atormentar a vida do alergicozinho. Que raios essa praga vem fazer aqui toda vez que decido dar um alimento novo pro Caiozito? 30 dias para carne... 30 dias com o pregomin... agora já se passam de 40 dias com o feijão...Ela é a melhor amiga das diarreias, assaduras, cólicas e vômitos, e parente muito próxima (eu diria gêmea idêntica) da reação. Só serve para atrapalhar. Mas passa. Tem que passar! (se não passar, não se engane: Não é a praga da adaptação, é a peste da reação mesmo.)

Mas intão... Atualmente, aos 20 meses, Caio já superou várias alergias e tolera alimentos que há meses atrás reagia, como cenoura, frango, leite hidrolizado... Porque não botar em prática finalmente aquele teste que me foi prometido há mais de ano? Tem chance de dar certo, num tem? Então, to pronta! (Eu acho!) Simbora! Daí só ficará faltando o glúten, o ovo e a soja para darmos adeus definitivo à maldita da dieta. Coisinha pouca.

Um fator super relevante que pesou nessa minha decisão: aqui no meu querido Estado de São Paulo, o direito do alergicozinho é assegurado sim. Ele recebe sim a fórmula. Mas até os dois anos. Fez dois anos o Estado dá-lhe uma bicuda no bumbum e diz: "Larga essa mamadeira e vá comer feijoada, marmanjo! Tu não tem mais idade para ficar aí tomando tetezinho não!" E daí não adianta chorar, espernear, se jogar no chão. Não tem mais leitinho não. Só com ação judicial e toda a burocracia que é especialidade deste País. E olhe lá! Se pudermos evitar essa parte, lucro! Mas, se não der certo, entro com ação antes que o fornecimento seja suspenso. Usei essa desculpa esse argumento para convencer a médica. Deu certo.

E você, que tem a sorte de não precisar conhecer nadica de nada sobre tudo o que eu disse, achou esse texto mais complicado que tese de doutorado sueco? Ok. Simplifico:

Se o seu filho tem alergia alimentar, faz-se o caminho do leite mais barato para o mais caro: Nan (R$ 15,00 a lata) - Nan Soy (R$ 35,00) - hidrolizado (R$ 85,00) - aminoácidos livres (R$ 635,00 na época de Caio - pq ele já é velhinho). Como a lei de murphy não me deixa mentir, ele vai se adaptar ao mais caro, é óbvio. Esse processo chama-se "subida". (Deve ser por conta do preço...)

Daí quando o pobre respira aliviado, chega o momento da descida: de R$ 135,00 (pq qdo já não precisava mais do neocate mesmo o preço baixou! - se é que pode usar "preço baixo" e "R$ 135,00 a lata" na mesma frase) para R$ 85 do pepti, para R$ 45 do nan sem lactose até enfim chegar naquele famigerado leitinho da latinha amarela, que se encontra em qualquer supermercado pela pechincha de R$ 5 cada latinha!

Ei, intestino de Caio: é nesse aí que queremos chegar! colabora meufio, pq essa vida de requinte já não te pertence mais!

Ps 1: Daí mamãe promete que compra o leitinho do Caio e não deixa mais que o Estado dite quantos ml(s) por dia ele pode tomar!

Ps 2: A data marcada para o teste é dia 23/01/2012. Mais de um mês para cada amigo-leitor apresentar Caio diariamente em suas orações. Please. Eu brinco mas o assunto é sério, muito sério.

Ps 3: Olha meu reizinho de cabelo cortado aí!


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

H-O-M-E-N-S!

Vidinha monótona, sem novidades, sem grandes emoções. Vontade de viver uma aventura. Grande ideia: Botar marido para ajudar nos cuidados médicos de Caio.

A tarefa era simples: dirigir-se ao laboratório de análises pré-selecionado por mim - por ser o mais vazio da cidade. Entregar os papeis que deixei em ordem - fixados por um clipe. Assinar os papeis. Levar Caio na sala onde fosse chamado para botar o coletor de urina e esperar o menininho fazer xixi. Simplesinho. É pedir demais?

Contato nº 01: volta ele depois de 5min que saiu, com Caio nos braços e mochila nas costas - esqueceu o guarda-chuva.

Contato nº 02: 15 minutos depois voltam os dois de novo - sapato machucando o pé, já estavam na avenida mas resolveu voltar para trocar.

Fico impaciente e peço pro meu pai leva-los.

Contato nº 03: Ligação dizendo que o laboratório estava super lotado, que estava na fila para pegar senha. Oriento dizendo para pedir para colocarem o coletor antes que faça a ficha - embora estranhe, pois o Hormon raramente está cheio.

Contato nº04: Ligação informando que estavam no laboratório errado. Meu pai os deixou no primeiro laboratório que viu, e ele entrou sem nem olhar o nome na fachada.

Concentro todas minhas forças em meu auto-controle. Estou num dia bom. Não programei nenhum chilique para hoje.
Oriento como chegar ao local correto.

Contato nº 05: "Caio está tomando algum remédio nos últimos 7 dias?" (Ufa! signifca que estão no local certo, no Hormon perguntam isso mesmo...)

Contato nº 06: "O coletor foi colocado às 10h20, será retirado às 10h40. Se Caio não fizer xixi seinão... acho que vou embora." (Pobre pai, mal sabe que eu já esperei 3h por esse bendito xixi! - Ainda estou me controlando, destrui só a metade dos móveis.)

Apreensiva, aguardando cenas do próximo capítulo.
Tensa. Ansiosa. Cheia de expectativa.
Arrependida até o último fio de cabelo.

Mas consegui arranjar grandes emoções.

H-O-M-E-N-S!!!!!!!

PS 1: o contato de nº 07 foi para avisar que Caio fez xixi. E coco. Babaus exame! Papai teve de se virar e trocar a fralda de número 2. Número 1 ele encarava, diariamente. Mas essa foi um desafio. Fiquei com tanta dó que a vontade de matá-lo diminuiu em 30%...
você também hein Caio... não colabora, menino!

PS 2: posso adiar o exame para depois do desfralde?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ser mãe de alérgico é...

Viver uma grande emoção a cada troca de fraldas;
Comemorar cada dia que se passou sem nenhuma reação;
Comemorar "reações leves";
Contar número de vômitos diários, usando os dedos das mãos, dos pés e ainda faltar alguns dedos;
Ir ao mercado e ficar paquerando a prateleira de leites, escolher um tipo para cada fase, ver todas as fases se passarem e você não pôde comprar nenhum deles;
Sonhar com danoninho, biscoitos e bolos que nem se sabe se o alergicozinho vai gostar;
Investigar rótulos de alimentos;
Ligar de SAC em SAC para saber se tal produto é "limpo";
Ter dúzias de informações erradas e continuar ligando mesmo assim;
Escrever um blog falando sobre coco, brotoejas e noites insones;
Achar que o mundo desmoronou cada vez que um alimento novo dá errado,
e, com a mesma intensidade, sentir que nada mais pode dar errado cada vez que algum alimento é introduzido com sucesso;
Conhecer (e ter em casa) uma dúzia de anti-alérgicos;
Suspeitar de tudo e de todos;
Tirar fotos - no mínimo - inusitadas;
Procurar o alimento "culpado" cada vez que o baby tosse;
Adiar a ida à escola o máximo que puder;
Conhecer siglas como APLV, SO, AA, IGE...
Ensinar seu filho a alimentar-se de forma saudável - mesmo que sem querer;
Ter o número de telefone de gastro, pediatra, alergo, imuno, pneumo, homeopata e bombeiros na agenda de seu celular;
Tentar controlar-se o tanto quanto puder para não ligar para nenhum deles;
Não resistir e ligar sim - para desespero dos pobres médicos;
Encontrar centenas de opiniões erradas;
Descobrir que você sabe mais sobre a saúde de seu filho do que a maioria dos profissionais a quem recorre;
Encontrar algumas opiniões certas e apegar-se à elas;
Aprender a confiar em seu instinto de mãe;
Investir em dieta, dieta rigorosa, dieta radical para apressar a cura;
Afrouxar na dieta e fingir que não viu para apressar a cura;
Aprender a aceitar - e as vezes pedir doações;
Conviver com a frustração de não poder bancar a comida do seu filho;
Conhecer outras crianças com o mesmo problema, conhecer crianças com problemas piores, fazer amizades com mães desconhecidas, encontrar abrigo e amparo em mensagens virtuais, solidarizar-se e acompanhar casos de outras crianças e torcer por elas como se fossem seus filhos também;
Acompanhar cada progresso com entusiasmo;
Chorar de emoção ao perceber que seu filho quase não vomita mais;
Comemorar cada introdução alimentar bem sucedida;
Comemorar cada retirada de medicamentos bem sucedida;
Saber enumerar, de cabeça, muitas vezes até contar nos dedos (dessa vez só os das mãos...) cada alimento que seu filho pode comer - e morrer de orgulho de cada um deles;
Fazer uma festa quando o baby (que já nem é tão baby assim) dormir uma noite inteira pela primeira vez;
Decretar feriado nacional quando ele dormir bem por uma semana inteira;
Convocar a rainha da Inglaterra para a festa quando atinge o brilhante marco de 1 mês seguido de noites bem dormidas;
Perder a esperança novamente, mas lembrar-se de que não pode desistir;
Perder a vontade de desistir;
Seguir em frente sempre;
Saber que a recompensa por tudo isso jamais poderia ser melhor: garantir o bem estar dessa pessoinha que, com alergia ou sem alergia, com diarreia ou constipação, pele boa ou empolada, vomitando ou cheirosinho, pedindo a comida proibida do coleguinha ou em greve de fome, chorando a noite toda ou dormindo a noite toda por conta da sedação do antialérgico...é seu filho querido, o melhor que você poderia ter, o mais amado dentre todos os filhos do mundo, um serzinho tão especial que te deu o privilégio de ser mãe. Ser mãe de alérgico. Mas não de qualquer alérgico...

Orgulho de ser mãe do MEU alérgico! Orgulho de lutar por ele até o fim, mesmo quando minha sanidade é colocada em questão.

É assim que sou.

E, afinal, me digam: sou muito diferente desta espécie surtada, neurótica, obsecada, louca de amor e incrivelmente encantadora conhecida como "MÃE"?

PS: boto uma fotinha de mamãe e Caio assim que eu fizer um escova decente e dar um trato no visu... sabe como é... o feijão acabou comigo. Tudo culpa do feijão.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quanta Reflexão causa o simples Feijão!

Dieta nunca é legal. Dieta para emagrecer ou engordar (ah essa última eu confesso que adoraria), dieta por conta de alergia, de diabetes, pressão alta e o escambal, maltratam a gente. Privam de um dos maiores prazeres da vida: o de comer com liberdade, comer o que quiser, o que tiver vontade. Vão além disso: prejudicam o convívio social, isolam, criam restrições que vão além do ato de alimentar-se. Temo que criem consequências a longo prazo, que mudem a forma que um individuozinho tem de encarar a comida.  Mas de uma coisa não há dúvidas: dieta em criança é bem pior... e, dieta em criança que, só por um acaso, é seu filho, é golpe baixo! É tortura, é desgastante, é incerto. É revoltante. "Mamãe, qué! dá!". E daí as palavras somem... comé que vou explicar pro coisinha fofa, apenas um bebê grandinho (ou um menino pequenino) que não pode isso, não pode aquilo? E porque o amiguinho ao lado está comendo?

Ah cansei. To pedindo para sair. Abandono o barco mesmo, bota aí no piloto automático. Jogo a toalha, o próximo da fila que a recolha. Quero mais brincar disso não.

Pausa para respirar.

Báh! Lembro-me que não posso me dar o luxo de desistir...Estamos falando de um serzinho completamente dependente de mim, dos meus cuidados, do meu esforço. Preciso lutar pelo bem estar dele, eu sou a maior interessada na saúde dele porque depois que não dorme sou eu porque ele ainda não pode se decidir por si só.

Mas é tentador apressar as coisas, nem que seja só um cabelinho... Arrancar a alergia na marra, ou simplesmente ignora-la... fingir que não vejo... se funciona com a birra, quem sabe funcione com sintomas e reações? Huum... mais tentador que brigadeiro de panela. Depois que Caio dormir, é claro.

Tudo caminhando por aqui, com muitos progressos, sempre...  (e cê ta reclamando de quê, muié?). Já temos no cardápio: arroz, carne, frango, batata, mandioquinha, abobrinha, abóbora, cenoura, "árvre" - ops, brócolis -, maçã, banana, pêra, mamão, goiaba, laranja, amido de milho. Hum já dá pra fazer um banquete né? Mas ainda não dá pra fazer uma feijoada. Então não sossego.

Faltou um tiquin de coragem para a feijoada, então resolvi começar pelo caldinho de feijão mesmo. O carioca, que na verdade são os paulistas quem adoram - hehe. Primeira tentativa: Caiozito adorou comer um papá igualzinho ao do papai. Mas algum tempinho depois já vomitou. Mêda! Parei. No outro dia ele amanheceu gripado e a louca da mãe ainda ficou feliz: Rá! então o vômito pode ter sido por conta da gripe!

Esperei a gripe passar... gripei junto só por companheirismo...e agora o papai tb, afinal, somos uma família unida. Já curado (só o Caio, pois os outros ainda não se sabe se sobreviverão...), dei o famoso de novo. Diarreia. Outra vez. Mais uma. E mais uma. Êpa êpa êpa! Agora pode maisena (com "s" pois a marca ainda não me acertou o patrocínio). Lá vamos nós, unir o mingau ao esquadrão constipante da maçã e arroz, e, enfim, diarreia controlada. Deixou uma assadura de lembrança que não sára por nada. E tem uns barulhinhos no pulmãozin dele só para me irritar. Não ligo. To firme no meu propósito de ignorar. Enxergar é para os fracos. E hoje o cardápio do almoço foi...advinhem? arroz, carne, mandioquinha, uma "arvorezinha" só (pra não dar diarreia) e ele, o caldo de feijão! E a mamãe aqui torcendo para não ser reação, no máximo uma adaptaçãozinha mais pentelha...e ansiando que o conselho tutelar não bata à minha porta.

Por todos os lados sou incentivada a ignorar... fazer vista grossa... empurrar na marra. Caio precisa comer de tudo, já não dá mais para engana-lo com barrinha de arroz caramelizado okoshi - livre de traços. Ele escolhe o que quer, insiste, bate o pé, faz chantagem emocional (mentirinha, isso ainda não).

Seria ótimo ir nessa onda...e ficar livres de dieta... mas o restinho da droga de consciência materna que me sobra fica aqui martelando... me avisando que vai me acusar caso ele venha a ter alguma consequência no futuro...algum dano no intestino, algum retrocesso na dieta depois de saber o que é bom, algumas infecções de repetição, uso prologado de medicações, alguma unha encravada, espinha no nariz... um arranhãozinho que seja. Vai ser tudo culpa minha, que tive pressa de terminar a dieta alheia. Eita consciência (também chamada de energia negativa) que escraviza as mãezinhas!

Pobrezinha de mim, cujo filho único não pode nem comer feijoada.

Ah, só para constar, o que já deu errado nos testes, mas nem por isso sairam da lista de pretenções, estão apenas em stand by: beterraba, coco, uva, manga, trigo. Além do leite e soja, é claro, e alguns que esqueci de propósito . E nunca comeu ovo, oleoginosas, carne de porco, pimenta (cêmijura?) e etc.

Ao perguntar pela enésima vez à médica quando seria o teste do leite, fui informada que será quando ele completar dois anos (em março). Mas to planejando para janeiro... Segredo. Conta pra ninguém. É que preciso ter certeza se reage, antes de ter de entrar com ação judicial para garantir o direito de um marmanjo continuar tomando seu tetê depois que completar seus infinitos 2 anos de idade! Eeeeita Brasil!

Ps. 1: Não tá muito inspirado esse meu post né... to precisando de ainda mais orações! Please!

Ps. 2: Sem fotinhas hoje, to muito braba.

Ps. 3: Reclama não, já avisei no título que eram MUITAS reflexões.


sábado, 29 de outubro de 2011

Momento decisivo!

Meu filhote está numa fase decisiva entre ser bebê ou o “moção lindo da mamãe”. Esses 1 ano e 7 meses cercados de mimos e carinho mostraram para ele como é bom ser bebezinho,  por outro lado, já é tentador para ele ser independente e fazer tudo “tuzinho”. Pois é, quer fazer tudo sozinho. Eu continuo tratando ele como sempre, com muito amor, dengo e carinho, porém evito estimular nele o comportamento de nenénzinho, pois todos os avanços que vem pela frente dependerão de ele concordar em ser o moção da mamãe... 


E ele entende perfeitamente essa relação, só não decidiu ainda o que quer ser. Pede chupeta e fralda o dia todo, eu digo que ele não precisa, que é moção... ele discorda veementemente, dizendo com a voz mais linda deste mundo:”não! Neném!”.  Já quando consegue desempenhar uma tarefa de maior dificuldade, como subir escadas ou comer sozinho, ele mesmo se parabeniza se autoafirmando moção. Logo em seguida completa: “indo!”.
Cada vez ficam mais frequentes aquelas cenas que marcam, nesses momentos o sonho de consumo seria ter uma câmera à mão...Mas fica tudo registrado no coração de mãe, e a mamãe babona sai compartilhando com todo mundo...
Cena 1: Caio corre na cozinha, rouba uma maçã na fruteira e vai para o quarto. Instantes depois fui encontra-lo escondido debaixo da cama, mordendo a maçã. Até agora fico me perguntando porque ele se escondeu, porque não pediu...quem sabe algum dia ele me conte?


Cena 2: Fomos à praia e papai não foi pois ia trabalhar. Caio, que é fã do papai, na ausência deste, grudou na mamãe. Ele compensou todas as aulas do curso “fale mamãe” que ministrei a ele por meses há fio há algum tempo atrás... Dizia tanto “mamãe”, “a minha mamãe”, “mamãe ti amo”, “mamãe adádi”, mamãe, mamãe e mais mamãe... que cheguei a cansar! Abaixei, olhei ele nos olhos e disse: “Filho, para um pouco de falar mamãe!” . Assim que me levantei ele passou a repetir sem parar: “Daíne! Daíne! Daíne!”. Que obediência e estratégia genial, não?
Cena 3: Ainda na praia, domingo pela manhã... crianças prontas para irem à praia, e os adultos ainda se arrumando. Os priminhos Caio, Gigi e Alice, impacientes e ansiosos, resolveram agir:  cada um pegou o seu baldinho de areia e foram andando juntinhos, lado a lado, sozinhos, e dizendo”páia! Páia!” Ah essa foi demais, tive de chamar todo o pessoal para presenciar a cena. Felizmente os pequenos foram barrados no portão do condomínio, sãos e salvos.
Caio gostou tanto da praia que ainda me lamento por morararmos longe dela... Uma semana depois ele ainda diz todos os dias: “Na páia! A onda...o sol...a aieia...o mar!” Aaain que saudades da praia!
Já demorou, mas finalmente to postando aqui fotos das priminhas amadas do Caio, Gigi e Alice, bonecas da titia!


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Momento Ternura

Meu fofinho está a cada dia mais carinhoso. Educado também! To aqui para diversão não, estão pensando o que? To fazendo meu trabalho direitinho, ora essa!

Pela manhã ele acorda e já diz: UDIA! (bom dia). Logo corre para o abraço, aperta bem forte e diz: INHAMO! (te amo). Papai chega, ele abraça bem apertado e diz: ADÁDI (saudade). Pega o telefone e liga para todos que ele ama, dizendo que está com saudade. Ele lembra o nome de todo mundo, e chama cada um pelo seu nome, basta dizer uma vez que ele decora. Muito melhor fisionomista do que a mamãe. Tem o beijo melecado mais dilicioso deste mundo!

As vezes escapa um "sai" no vocabulário dele, mas logo ele mesmo se corrige e diz: ÁCENÇA! (dá licença). O fofucho não tem medo de bronca, não se intimida com tapinhas, mas mooooorre de medo do castigo. Nunca vi ficar tão chateado por ficar sentado num cantinho por 1 minuto e meio. O medo é tanto, que é só engrossar a voz com ele que o coisa linda já vai dizendo: BIPULPA! (precisa de legenda?). Aliás, essa tem se tornado a palavra predileta do vocabulário dele, é só a coisa ir ficando feia pro lado do fofo que ele usa a palavra sem moderação, e aí tudo volta às mil maravilhas, fácil assim né? Pena que nem todos os adultos conhecem o poder desta palavra!

Cada dia fico mais apaixonada e encantada por esse serzinho. Coisa linda da mamãe, apenas 1 ano e meio e todo falante, esperto, entende tudo, se comunica, tem predileções e opinião. Aliás, temo já termos entrado no  "terrible two". Agora tudo é não. Mesmo coisas que ele gosta, perguntou? resposta imediata: NÃO! Creio que essa greve de fome tenha feito parte desta fase do contra...

Falando nisso, a coisa ficou feia com a greve... Caio perdeu os 400 gramas todinhos... não aceitava nem comida, nem fruta e tomava pouco leite, médica de férias... então tive de apelar para as famosas vitaminas (com prescrição de um outro profissional de minha confiança), das quais sempre fui tão contra... e não é que funcionou? a greve cedeu primeiro com o leite, depois com as frutas, e há 3 dias Caio tem almoçado E JANTADO! Recuperou o peso e ganhou mais um pouquinho, tá até com uma certa barriguinha! Mamãe ansiosa para suspender o remédio e comprovar que tudo continua às mil maravilhas, afinal, não vou estender essa medida que adotei num momento drástico, foi apenas para atender a emergência sem precisar voltar atrás na dieta. 

E, falando em dieta, já tempos no cardápio: Maçã, banana, pêra e mamão. Arroz, carne e frango. Mandioquinha, abobrinha, abóbora, cenoura e batata. Meu anjo em breve comendo feijoada! rs