Meu Filho não é apenas um bebê. Juro. Suspeito ser ele a doçura, em pessoa! Um sorriso em forma de criança... Talvez um baú pequenino repleto de encantos... Ou até mesmo um raiozinho que escapuliu do sol e veio parar aqui, na minha vida!
Ele não é uma simples pessoa, confesso...É um serzinho sublime, muito pequeno, dependente. Eu acho... Mas dentro dele cabe a maior felicidade do mundo! Temo algum dia eu explodir, de tanto orgulho. Ou morrer, de tanto amor!
(Por Daline Carla)
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Escalada de L.A.: mais um degrauzinho para a grande vitória!

Meses a fio de preocupações com cada detalhezinho na dieta do alérgico-baby e a mamãe se depara apegando em cada detalhe que - aos olhos mortais - parecem tão bestas, inúteis e ridículos insignificantes, mas que para uma mãe de alérgico - que não são tão mortais assim, suspeito eu - ganham o posto de verdadeiros troféus.

Aí sentei para fazer a contabilidade de todos os leites artificiais que Caio consumiu nesses 24 meses de vida, e cheguei nesse resultado: (Justifica quando dizem que ele é grande, mas não justifica o peso-pena do campeão!)


Aprofundando na contabilidade, se eu tivesse tido de comprar todos esses leites (cena que não é incomum neste país de tantas injustiças!), pagando o valor de mercado com o preço vigente na época em que cada marca foi utilizada, teriam saído de nossos bolsos a quantia ínfima de R$ 78.700,00!!! Graças ao Bom Deus, nunca precisamos comprar nenhuma lata, Deus sempre nos proveu a quantidade necessária para alimentação e tratamento de nosso filho, através do Governo ou doações de amigos. Graças a Deus por isso!

Mas o ápice deste post reserva-se ao fato de que, após abrir 241 latas de fórmulas especiais, mamãe teve o luxo de abrir UMA CAIXINHA de leite para oferecer ao meu filho!!! O orgulho foi parar na próxima galáxia! Alguns poderão imaginar essa emoção e a gradiosidade deste gesto, mal consigo acreditar, agora posso comprar o leitinho do meu filho em qualquer mercadinho, sem precisar vender minha casa para custear isso! Sem palavras para agradecer ao meu Deus...

Olha aí o novo leitinho do Caio! Ainda precisamos controlar a quantidade de lactose que ele ingere pois, após 22 meses de dieta de leite e sem contato com lactose, ele provavelmente tenha desenvolvido uma intolerância à lactose transitória. Mas é só introduzirmos aos pouquinhos que o organismo dele vai voltando a produzir a enzima lactase e logo reaprende a digerir o açúcar do leite.
Teoricamente Caiozito ainda está em dieta de lactose, ovo, gluten e soja... mas confesso que já andei liberando algumas coisinhas e ele está ótimo! (não conta pra ninguém, ta?)

Perguntaram-me se Caio estava feliz por ter se livrado da dieta. Respondi que, além do sabor do leite, nada havia mudado na vida dele. Explico: como Caio ficou curado com pouca idade, nunca precisei dizer para ele que ele não podia algo, sempre dava um jeito de disfarçar e oferecer algo em troca quando ele pedia algo que não podia, pois temia traumatiza-lo e ele não aceitar os alimentos quando estivesse curado, então ele nunca soube que estava em dieta. E Caio não é daqueles bons de garfo, em português claro: ele não tem prazer em comer, então não aprovou danoninho e outros luxos que foram liberados para ele! Mas ele agradece o sabor do novo leitinho que - vejam só - tem até espuminha!

Nesse comecinho do ninho ele está apresentando diarreia, o que é esperado por estar ingerindo esses 10% de lactose, e também esperado que logo passe, assim como passou toda a chatice da adaptação com a proteína do leite do nan sem lactose... Nem contei né? deu constipação intensa, vômitos, recusa alimentar...mas já passou, já passou! Nem vale a pena tocar no assunto.

Então agora é só ter cuidado na introdução da lactose, introduzir ovo e gluten oficialmente e pronto, livres de dieta. Vida normal. Glórias a Deus!

Para quem ouviu a opinião médica que a previsão era de que aos 5 anos Caio não poderia comer nada, tá de bom tamanho, ta não?

PS: Caio fez 2 aninhos e a mamãe ficou com preguiça de escrever um post, mas fizemos uma festinha linda para ele, e a mamãe morreu de orgulho por ter caprichado na decoração, confira algumas fotos aqui em baixo, e as fotos na íntegra no facebook da mamãe













quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Alegria de pobre...

To devendo notícias sobre o nan sem lactose né? Lá vai: o nan está muito bem, sem alterações visíveis, com resultados dentro do esperado: estão lá as latinhas guardadas, imóveis, intactas, LACRADAS! Pois é, não chegamos a abrir nem a primeira lata... explico:

Na noite que antecedia o teste, bem no pico de minha ansiedade e apreensão, no auge de minha aflição, quando doía até as juntas, medulas e a divisão da alma e as unhas já tinham virado pó, o fofucho resolveu adoecer, só para me contrariar. Juro.

Bem que tentei ocultar os fatos, mas Caiozito resolveu ficar tombado, prostrado e com febre em plena sala de espera do consultório médico. Aí que nem se eu caprichasse no discurso usando cada palavra de meu vasto vocabulário que eu conseguiria convencer a médica.  Fui obrigada a aceitar  que o teste seria inviável naquela situação, recebemos o diagnóstico de laringite e voltamos para casa com o bom e velho pregomin e a orientação de esperar sarar sozinho, não era nada grave. E não poderia administrar corticóides ao coisa linda pois inviabilizaria o teste reagendado pra semana seguinte.

Mas como por aqui nada é simples, nada é de graça, nunca é fácil, cada probleminha vem acompanhado de um plus, cada doença sempre traz um brinde... no dia seguinte, ao notar piora do quadro e levá-lo ao PS (Oi, hospital... quanto tempo!) o diagnóstico já tinha mudado: além de laringite já tinha otite, garganta "vermelha" (por acaso o normal é ser azul?) e pulmão um tanto quanto cheio, mas não chegava a ser pneumonia... talvez consequência dos engasgos que teve por conta da laringite. Não se sabe.

Lá vamos nós comprar amoxicilina. Essa é a parte fácil. Duas vias de receita, genérico tá baratinho. Missão cumprida. A parte difícil é administra-la ao big-mini-man. Tarefa para dois - desde que treinados em luta livre, ou para mais de meia dúzia de amadores. Eita minino bravo!

Esqueci de citar, mas nem precisava né? Advinha quem se escafedeu antes mesmo de a doença dar as caras? ele mesmo, o apetite! E lá vai Caio para mais 10 dias sem comer nada. Leia-se "nada" como NADA MESMO, nadinha, nothing, zero. Eram 90ml de pregomin a cada 4h e ólela. E Caio lá, prostradinho, amuado... o lado bom é que aproveitei para pegá-lo muito no colo! (Só assim mesmo para ele aceitar o humilde colinho de mãe!).

Três dias depois de começar o atb a febre cedeu...Caio voltou a ser o furacão de sempre, mas nada de comer ainda (comer pra quê né?). E quando penso que vou respirar aliviada... abro uma fralda com um brinde surpresa: o nº 2. Mas não um número dois bonitinho (sim! existem cocôs bonitos, quem é mãe sabe disso. Quem é mãe de alérgico raramente vê essa cena, mas já ouviu em lendas de que eles existem!), era uma baita duma diarreia cheia de muco e com sangue! Desespero geral. Liga pro SAMU. Grita pela vovó. Acode a mamãe, que desmaiou. Mentirinha... estou devidamente treinada e capacitada para lidar com situações assim. Respirei fundo, mentalizei vibrações positivas, troquei a fralda, taquei nistatina na assadura oportunista que já vinha aparecendo, botei a bolsa nas costas e simbora pro ensaio. Caio, senta aí e fica quietinho, deixa a mamãe e o papai tocarem.

Ele não ficou quieto mesmo, mas tudo bem. Dia seguinte liguei pra médica e, como eu imaginava, ela confirmou que era mesmo reação ao antibótico, que o maldito tava ferrando o intestino do meu pequeno e por isso sangrava. Mas achou prudente não interromper o antibótico antes do tempo prescrito (10 longos dias!), tentar controlar a diarreia com florax e depois que acabar o tratamento a gente corre atrás do prejuízo. Entenda-se por "correr atrás do prejuízo": ajudar o intestino a se recuperar. Entenda-se ainda: DIETA. Num me diga?! Sempre ela. Até que esteja 100% e passe por nova avaliação pra ver se está apto pro teste do leite. A essas alturas do campeonato quem se importa com a meleca de teste, némesmo? que se exploda esse teste! Num queria mesmo...

Atualmente Caio está se recuperando, com diarreia mais ou menos controlada, voltando a comer com muito chororô, manipulando os mais velhos, esperneando, tentando fugir esforço, a cada colherada uma negociação. Por enquanto só arroz, batata, frango, maçã e pêra. Voltou a dormir direitinho, grazaDeus. E nós aqui, esperando mais um mês pelo... pelo que mesmo? esqueci.


PS: No dia do teste mamãe explicou: "hoje viemos aqui pois a médica vai dar o tetê novo, não é remédio ta? toma direitinho, é o tetê novo. T-E-T-Ê--N-O-V-O!". Mas ai o teste não ocorreu (cêmijura?). Já no carro, ao oferecer a mamadeira, ele pegou todo empolgado e disse: "tetê novo! a "méca" que deu!"

Santa inocência!




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Notícia boa: a gente também vê por aqui.

Mais de mês sem post novo por aqui... passou natal, passou reveillon e nada de a ingrata postar notícias. Pense pelo lado bom: isso significa que está tudo bem! Porque se estivesse algo fora do lugar já teria passado aqui para me lamuriar. E tá mesmo tudo excelentemente ótemo, obrigada!

Antes de mais nada, meus votos a todos de um 2012 repleto de vitórias, conquistas, cura, banquetes cada vez mais variados para todos os alérgicozinhos deste Brasil!

Passamos as festas muito bem, obrigada. Viajamos para o meio do nada interior de SP e Caio ganhou o mundo. Pisou na terra, nadou no rio, nadou na piscina, nadou na poça de lama. Conheceu pessoalmente o galo, a vaca, o boi, alimentou o cabrito, alimentou a mamãe (com o papá do cabrito). Subiu na árvre, digigiu o tatô, entrou (sem ser convidado) em meia dúzia de ranchos do condomínio Bela Vista do Tietê (isso memo: Tietê, e a vista é bela mesmo!). Indroduzimos alimentos novos da dieta dele: areia, terra, frutinhas desconhecidas colhidas direto do pé, sola de chinelo, insetos mortos. Deu certo. Porque essas coisas dão errado nunca. Chuchu malvado.

 Comportou-se como um anjo durante a viagem toda, quando voltamos para casa ele compensou toda a chatice desativada durante a viagem. O menino conheceu o sabor da liberdade e gostou. Ficar horas preso dentro de casa foi tarefa cruel depois disso. Mas sobrevivemos. Acho. 

A alergia - pasmem!- tem deixado de ser o centro das atenções em nossas vidas. Caio tem um cardápio bem variado, nas festinhas e reuniões ele pode até comer pipoca,  batata frita e algodão doce (poder, pode, mas este ele não come - porque tem medo - pudera! textura assustadora essa, do algodão doce.) E o fofucho nunca esteve tão bem! Há semanas não vejo a cara da diarreia, as fuças do vômito e o ar da graça da cólica por aqui! Que todos eles se dêem as mãos e descansem em paz!

Nesta viagem Caio tomava tetê gelado, usava repelente fidido o tempo todo, andava descalço, comia as comidas exóticas já citadas acima, e nenhuma tosse, nenhum espirro, nenhuma diarreia. Nadinha de nada! Apenas uma alergia cretina do calor, que fez com que a fralda da marca que usa desde que nasceu desse irritação... o pobrezinho se coça tanto na região da fralda que levanta vergão e até sangra! Esse fato maldito está me obrigando a tentar suicidio um desfralde precoce. E haaaja paciência: ele diz que "faz xixi no chão porque Caio é neném". (Posso?). Mas isso fica para um post a parte, de preferência com a situação solucionada. Que venha o desfralde. Ou o frio. Ou os dois. Ou quem chegar primeiro. A essas alturas do campeonato, tanto faz! (oi?)

Mas a coisa tá tão very good, mas tão very very good por aqui (Thank, God!) que a mamãe está se dando o luxo de pensar em outras coisas. Uma loucurazinha, como tentar dirigir, por exemplo (e ainda ter a pachorra de pedir permissão legal para esse desplante!). Mudar de casa, por outro exemplo. (Bolso, bolsinho meu, aguente firme!). Um bolinho de aniversário pro Caio (só bolinho este ano, o bolso tá se esforçando mas não tá guentando o tranco não!). Testar leite de vaca pro coisa fofa (segunda, dia 23/01 - tá chegando!), testar ovo e gluten logo em seguida, escrever um livro e plantar uma árvore. (ok, deixa livro e árvore pra depois...não quero me sobrecarregar.)

2012 promete! Que venham as mudanças, que tudo fique ainda melhor! Obrigada, papai do céu!








PS 1: olha a frase encantadora que Caio volta e meia solta por ai: "mamãe, eu te amo muito!" - é pra derreter ou não é? compensa cada xixi que ando limpando no chão! Cocô ainda não compensa não. (misericórdia, gentz! é ruim demais!)  Ele terá de dizer algo muito além disso para fazer valer a pena. Vamos, Caio, impressione-me!

PS 2: Hoje meu mini-baterista completa 1 ano e 10 meses!

PS 3: Bisóia aí a ilustração que a mamãe desenhou pro quarto novo do Caio!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E está chegando a hora!

Friozin na barriga... tanto pedi que consegui o tão esperado teste com o alimento sonho-de-consumo. Leite ninho, é claro! (ahtá... pensava que era caviar...). Ok, ok... não é leite ninho ainda não. É teste com Nan sem lactose. S-E-M--L-A-C-T-O-S-E. Mas daí a gente fica só um cabelinho de distância da famigerada latinha amarela...

Por que tive de pedir tanto?
Seguinte: quando Caio tinha 2 meses de gritos, berros e choros vida e a alergia era novidade em nossas vidas, escutei no consultório médico que ele ficaria em dieta por 90 dias e então tentaríamos o leite de vaca novamente. E acreditei. Me apeguei ao fato de que era algo passageiro, ficaria tomando o alergomed e dali há 3 mesesinhos o coisa fofa já teria superado. Doce ilusão! 4 meses depois trocamos sim de fórmula, mas não como eu queria... passamos da fórmula para alergia moderada à fórmula para alergia severa porque o fofucho vomitava até as tripas e ainda tinha cólicas colossais diariamente. Mais 4 meses de aminomed e mudamos de novo... de marca! Agora seria neocate.

[Pausa para atender o mini-músico que acordou chamando o "galo" - aquele, que usa paletó. Sim, esse mesmo, o Carijó.] Anjinho voltou a dormir, tornemos ao relato.

Daí veio a exclusividade e todas conquistas que ela trouxe. Coisa-linda-da-mamãe com 1 ano não comia nada, só tomava tetê, mas já não vomitava mais, alcançava o brilhante marco de 5 horas seguidas dormindo, melhorou até de humor, apresentou o "coco normal de bebê" para a mamãe, enfim percebi que o bem-estar pleno dele era possível sim, e alcançável! Mas daí foram mais 8 meses de neocate e nada de ninguém querer descer o leitinho dele. Obrigada neocate, você salvou a pátria, mas... já deu! Se manda daqui! Foi um prazer, beijonãomeliga nunca mais. Lá vai mamãe tentar convencer a médica disso... Nesses meses de neocate fomos introduzindo alimentos novos, um a um, e Caio reagia a muitos deles... Isso deixava a médica receosa de avançar com o leite. Mas de tanto eu perturbar insistir, consegui o consentimento médico. Que venha o pregomin pepti! Lá se foram 30 dias de adaptação com direito a diarreia, assaduras, vômitos... mas mamãe não desiste nunca. Insistimos e tudo foi superado...

Abre parênteses para falar de adaptação. Ôooo fasezinha do cão! Essa bichinha é doida para confunfir a cachola das pobres mãezinhas e atormentar a vida do alergicozinho. Que raios essa praga vem fazer aqui toda vez que decido dar um alimento novo pro Caiozito? 30 dias para carne... 30 dias com o pregomin... agora já se passam de 40 dias com o feijão...Ela é a melhor amiga das diarreias, assaduras, cólicas e vômitos, e parente muito próxima (eu diria gêmea idêntica) da reação. Só serve para atrapalhar. Mas passa. Tem que passar! (se não passar, não se engane: Não é a praga da adaptação, é a peste da reação mesmo.)

Mas intão... Atualmente, aos 20 meses, Caio já superou várias alergias e tolera alimentos que há meses atrás reagia, como cenoura, frango, leite hidrolizado... Porque não botar em prática finalmente aquele teste que me foi prometido há mais de ano? Tem chance de dar certo, num tem? Então, to pronta! (Eu acho!) Simbora! Daí só ficará faltando o glúten, o ovo e a soja para darmos adeus definitivo à maldita da dieta. Coisinha pouca.

Um fator super relevante que pesou nessa minha decisão: aqui no meu querido Estado de São Paulo, o direito do alergicozinho é assegurado sim. Ele recebe sim a fórmula. Mas até os dois anos. Fez dois anos o Estado dá-lhe uma bicuda no bumbum e diz: "Larga essa mamadeira e vá comer feijoada, marmanjo! Tu não tem mais idade para ficar aí tomando tetezinho não!" E daí não adianta chorar, espernear, se jogar no chão. Não tem mais leitinho não. Só com ação judicial e toda a burocracia que é especialidade deste País. E olhe lá! Se pudermos evitar essa parte, lucro! Mas, se não der certo, entro com ação antes que o fornecimento seja suspenso. Usei essa desculpa esse argumento para convencer a médica. Deu certo.

E você, que tem a sorte de não precisar conhecer nadica de nada sobre tudo o que eu disse, achou esse texto mais complicado que tese de doutorado sueco? Ok. Simplifico:

Se o seu filho tem alergia alimentar, faz-se o caminho do leite mais barato para o mais caro: Nan (R$ 15,00 a lata) - Nan Soy (R$ 35,00) - hidrolizado (R$ 85,00) - aminoácidos livres (R$ 635,00 na época de Caio - pq ele já é velhinho). Como a lei de murphy não me deixa mentir, ele vai se adaptar ao mais caro, é óbvio. Esse processo chama-se "subida". (Deve ser por conta do preço...)

Daí quando o pobre respira aliviado, chega o momento da descida: de R$ 135,00 (pq qdo já não precisava mais do neocate mesmo o preço baixou! - se é que pode usar "preço baixo" e "R$ 135,00 a lata" na mesma frase) para R$ 85 do pepti, para R$ 45 do nan sem lactose até enfim chegar naquele famigerado leitinho da latinha amarela, que se encontra em qualquer supermercado pela pechincha de R$ 5 cada latinha!

Ei, intestino de Caio: é nesse aí que queremos chegar! colabora meufio, pq essa vida de requinte já não te pertence mais!

Ps 1: Daí mamãe promete que compra o leitinho do Caio e não deixa mais que o Estado dite quantos ml(s) por dia ele pode tomar!

Ps 2: A data marcada para o teste é dia 23/01/2012. Mais de um mês para cada amigo-leitor apresentar Caio diariamente em suas orações. Please. Eu brinco mas o assunto é sério, muito sério.

Ps 3: Olha meu reizinho de cabelo cortado aí!


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ser mãe de alérgico é...

Viver uma grande emoção a cada troca de fraldas;
Comemorar cada dia que se passou sem nenhuma reação;
Comemorar "reações leves";
Contar número de vômitos diários, usando os dedos das mãos, dos pés e ainda faltar alguns dedos;
Ir ao mercado e ficar paquerando a prateleira de leites, escolher um tipo para cada fase, ver todas as fases se passarem e você não pôde comprar nenhum deles;
Sonhar com danoninho, biscoitos e bolos que nem se sabe se o alergicozinho vai gostar;
Investigar rótulos de alimentos;
Ligar de SAC em SAC para saber se tal produto é "limpo";
Ter dúzias de informações erradas e continuar ligando mesmo assim;
Escrever um blog falando sobre coco, brotoejas e noites insones;
Achar que o mundo desmoronou cada vez que um alimento novo dá errado,
e, com a mesma intensidade, sentir que nada mais pode dar errado cada vez que algum alimento é introduzido com sucesso;
Conhecer (e ter em casa) uma dúzia de anti-alérgicos;
Suspeitar de tudo e de todos;
Tirar fotos - no mínimo - inusitadas;
Procurar o alimento "culpado" cada vez que o baby tosse;
Adiar a ida à escola o máximo que puder;
Conhecer siglas como APLV, SO, AA, IGE...
Ensinar seu filho a alimentar-se de forma saudável - mesmo que sem querer;
Ter o número de telefone de gastro, pediatra, alergo, imuno, pneumo, homeopata e bombeiros na agenda de seu celular;
Tentar controlar-se o tanto quanto puder para não ligar para nenhum deles;
Não resistir e ligar sim - para desespero dos pobres médicos;
Encontrar centenas de opiniões erradas;
Descobrir que você sabe mais sobre a saúde de seu filho do que a maioria dos profissionais a quem recorre;
Encontrar algumas opiniões certas e apegar-se à elas;
Aprender a confiar em seu instinto de mãe;
Investir em dieta, dieta rigorosa, dieta radical para apressar a cura;
Afrouxar na dieta e fingir que não viu para apressar a cura;
Aprender a aceitar - e as vezes pedir doações;
Conviver com a frustração de não poder bancar a comida do seu filho;
Conhecer outras crianças com o mesmo problema, conhecer crianças com problemas piores, fazer amizades com mães desconhecidas, encontrar abrigo e amparo em mensagens virtuais, solidarizar-se e acompanhar casos de outras crianças e torcer por elas como se fossem seus filhos também;
Acompanhar cada progresso com entusiasmo;
Chorar de emoção ao perceber que seu filho quase não vomita mais;
Comemorar cada introdução alimentar bem sucedida;
Comemorar cada retirada de medicamentos bem sucedida;
Saber enumerar, de cabeça, muitas vezes até contar nos dedos (dessa vez só os das mãos...) cada alimento que seu filho pode comer - e morrer de orgulho de cada um deles;
Fazer uma festa quando o baby (que já nem é tão baby assim) dormir uma noite inteira pela primeira vez;
Decretar feriado nacional quando ele dormir bem por uma semana inteira;
Convocar a rainha da Inglaterra para a festa quando atinge o brilhante marco de 1 mês seguido de noites bem dormidas;
Perder a esperança novamente, mas lembrar-se de que não pode desistir;
Perder a vontade de desistir;
Seguir em frente sempre;
Saber que a recompensa por tudo isso jamais poderia ser melhor: garantir o bem estar dessa pessoinha que, com alergia ou sem alergia, com diarreia ou constipação, pele boa ou empolada, vomitando ou cheirosinho, pedindo a comida proibida do coleguinha ou em greve de fome, chorando a noite toda ou dormindo a noite toda por conta da sedação do antialérgico...é seu filho querido, o melhor que você poderia ter, o mais amado dentre todos os filhos do mundo, um serzinho tão especial que te deu o privilégio de ser mãe. Ser mãe de alérgico. Mas não de qualquer alérgico...

Orgulho de ser mãe do MEU alérgico! Orgulho de lutar por ele até o fim, mesmo quando minha sanidade é colocada em questão.

É assim que sou.

E, afinal, me digam: sou muito diferente desta espécie surtada, neurótica, obsecada, louca de amor e incrivelmente encantadora conhecida como "MÃE"?

PS: boto uma fotinha de mamãe e Caio assim que eu fizer um escova decente e dar um trato no visu... sabe como é... o feijão acabou comigo. Tudo culpa do feijão.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quanta Reflexão causa o simples Feijão!

Dieta nunca é legal. Dieta para emagrecer ou engordar (ah essa última eu confesso que adoraria), dieta por conta de alergia, de diabetes, pressão alta e o escambal, maltratam a gente. Privam de um dos maiores prazeres da vida: o de comer com liberdade, comer o que quiser, o que tiver vontade. Vão além disso: prejudicam o convívio social, isolam, criam restrições que vão além do ato de alimentar-se. Temo que criem consequências a longo prazo, que mudem a forma que um individuozinho tem de encarar a comida.  Mas de uma coisa não há dúvidas: dieta em criança é bem pior... e, dieta em criança que, só por um acaso, é seu filho, é golpe baixo! É tortura, é desgastante, é incerto. É revoltante. "Mamãe, qué! dá!". E daí as palavras somem... comé que vou explicar pro coisinha fofa, apenas um bebê grandinho (ou um menino pequenino) que não pode isso, não pode aquilo? E porque o amiguinho ao lado está comendo?

Ah cansei. To pedindo para sair. Abandono o barco mesmo, bota aí no piloto automático. Jogo a toalha, o próximo da fila que a recolha. Quero mais brincar disso não.

Pausa para respirar.

Báh! Lembro-me que não posso me dar o luxo de desistir...Estamos falando de um serzinho completamente dependente de mim, dos meus cuidados, do meu esforço. Preciso lutar pelo bem estar dele, eu sou a maior interessada na saúde dele porque depois que não dorme sou eu porque ele ainda não pode se decidir por si só.

Mas é tentador apressar as coisas, nem que seja só um cabelinho... Arrancar a alergia na marra, ou simplesmente ignora-la... fingir que não vejo... se funciona com a birra, quem sabe funcione com sintomas e reações? Huum... mais tentador que brigadeiro de panela. Depois que Caio dormir, é claro.

Tudo caminhando por aqui, com muitos progressos, sempre...  (e cê ta reclamando de quê, muié?). Já temos no cardápio: arroz, carne, frango, batata, mandioquinha, abobrinha, abóbora, cenoura, "árvre" - ops, brócolis -, maçã, banana, pêra, mamão, goiaba, laranja, amido de milho. Hum já dá pra fazer um banquete né? Mas ainda não dá pra fazer uma feijoada. Então não sossego.

Faltou um tiquin de coragem para a feijoada, então resolvi começar pelo caldinho de feijão mesmo. O carioca, que na verdade são os paulistas quem adoram - hehe. Primeira tentativa: Caiozito adorou comer um papá igualzinho ao do papai. Mas algum tempinho depois já vomitou. Mêda! Parei. No outro dia ele amanheceu gripado e a louca da mãe ainda ficou feliz: Rá! então o vômito pode ter sido por conta da gripe!

Esperei a gripe passar... gripei junto só por companheirismo...e agora o papai tb, afinal, somos uma família unida. Já curado (só o Caio, pois os outros ainda não se sabe se sobreviverão...), dei o famoso de novo. Diarreia. Outra vez. Mais uma. E mais uma. Êpa êpa êpa! Agora pode maisena (com "s" pois a marca ainda não me acertou o patrocínio). Lá vamos nós, unir o mingau ao esquadrão constipante da maçã e arroz, e, enfim, diarreia controlada. Deixou uma assadura de lembrança que não sára por nada. E tem uns barulhinhos no pulmãozin dele só para me irritar. Não ligo. To firme no meu propósito de ignorar. Enxergar é para os fracos. E hoje o cardápio do almoço foi...advinhem? arroz, carne, mandioquinha, uma "arvorezinha" só (pra não dar diarreia) e ele, o caldo de feijão! E a mamãe aqui torcendo para não ser reação, no máximo uma adaptaçãozinha mais pentelha...e ansiando que o conselho tutelar não bata à minha porta.

Por todos os lados sou incentivada a ignorar... fazer vista grossa... empurrar na marra. Caio precisa comer de tudo, já não dá mais para engana-lo com barrinha de arroz caramelizado okoshi - livre de traços. Ele escolhe o que quer, insiste, bate o pé, faz chantagem emocional (mentirinha, isso ainda não).

Seria ótimo ir nessa onda...e ficar livres de dieta... mas o restinho da droga de consciência materna que me sobra fica aqui martelando... me avisando que vai me acusar caso ele venha a ter alguma consequência no futuro...algum dano no intestino, algum retrocesso na dieta depois de saber o que é bom, algumas infecções de repetição, uso prologado de medicações, alguma unha encravada, espinha no nariz... um arranhãozinho que seja. Vai ser tudo culpa minha, que tive pressa de terminar a dieta alheia. Eita consciência (também chamada de energia negativa) que escraviza as mãezinhas!

Pobrezinha de mim, cujo filho único não pode nem comer feijoada.

Ah, só para constar, o que já deu errado nos testes, mas nem por isso sairam da lista de pretenções, estão apenas em stand by: beterraba, coco, uva, manga, trigo. Além do leite e soja, é claro, e alguns que esqueci de propósito . E nunca comeu ovo, oleoginosas, carne de porco, pimenta (cêmijura?) e etc.

Ao perguntar pela enésima vez à médica quando seria o teste do leite, fui informada que será quando ele completar dois anos (em março). Mas to planejando para janeiro... Segredo. Conta pra ninguém. É que preciso ter certeza se reage, antes de ter de entrar com ação judicial para garantir o direito de um marmanjo continuar tomando seu tetê depois que completar seus infinitos 2 anos de idade! Eeeeita Brasil!

Ps. 1: Não tá muito inspirado esse meu post né... to precisando de ainda mais orações! Please!

Ps. 2: Sem fotinhas hoje, to muito braba.

Ps. 3: Reclama não, já avisei no título que eram MUITAS reflexões.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Caio em Greve de Fome!

Cá entre nós, já repararam como greve está na moda? Se os correios, os professores de BH e os bancos podem, porque Caio não pode também?
Que Caio é ruim de garfo não é mais novidade, todo mundo já sabe... Mas entre um grão e outro, uma cospida, uma ânsia, uma colherada que entrou qdo ele estava despercebido a gente ia levando...E Caio acabava almoçando (pouco, mas almoçava), jantando e comendo 2 a 3 frutas por dia, fora as famosas (e bem aceitas!) 4 mamadeiras de pregomin pepti.

Ah, falando em pregomin, foi introduzido e o tempo de teste já passou... Na teoria, sem reações, embora tenha dado uma semi-diarreia, que já passou, uma semi-assadura que já sumiu, algumas cólicas, que foram embora, uma crise respiratória, que pode ser nada menos que herança genética da mamãe, olheiras - que podem ser presentes da mamãe tb... sem emoção não tem graça né!? E no final do mês de teste, 400gr. ganhados (após 7 meses sem ganhar peso) vieram coroar a vitória do pregomin sobre o neocate. Só não estou aqui pulando e berrando ao mundo que meu filho faz uso de dieta semi-elementar pois ainda restam pulgas atrás da orelha...e AI como coçam!!!

Seguinte: do sexto ao décimo primeiro mês, dieta diversificada e forte recusa alimentar. 40 dias exclusivo em neocate, volta a comer com muito gosto e muito bem. Conforme foram vindo alimentos novos na dieta, o apetite foi diminuindo... Com pregomin, inapetência total. Parece neura né? eu também acho... por isso quero apostar em dente (embora não tenha nenhum nascendo), fase, sem-vergonhice do coisa Fofa, conspiração do além... TUDO! menos reação, pelamordedeus!!!

Voltando ao assunto do título...Há 20 dias o fofucho não come NADA de comida, chora só de ver o prato. Mudamos textura, fiz receitas novas, fizemos comida em pedaços para que ele pudesse comer sozinho. Ele agradeceu pelo brinquedo novo e adorou a distração, mas, comer que é bom, nada! Cantei, botei na frente da TV (que decepção, hein, dona Galinha Pintadinha!), chamei reforços para oferecer comida pro pequeno Tirano, confesso que tentei forçar... ele chora muito e tosse desesperadamente até se livrar da última migalha de comida que invadiu-lhe a boca.

Porém nesses dias ele aceitava as frutas, então não me preocupava muito. Não quis comida? Lá vai mamão, banana e CIA. Mas não feliz com a greve de salgados - ainda nem descobri o que ele está reinvindicando - ele ampliou a greve para as frutas também. Mamãe é safa e não substitui refeição por mamadeira, não senhor! Então está a base das mesmas 4 mamadeiras por dia, e os queridos 400gr ganhados indo embora, sem sequer se despedirem.

Ah, já levei ao médico, disse que é normal, criança é assim mesmo, mãe dramatiza a alimentação e passa energia negativa (sai zica!) , não vai morrer de fome e blablabla; mas que mãe se convence que seu filho não come NADA (porque se comesse pouco eu juro que estaria feliz!) e tá tudo bem, vamos relaxar e curtir?

Para meu desespero ontem o Coisa Linda da Mamãe passou a recusar o leite tb. Óh Céus, vc pretende viver de quê, querido Filho???


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bolo de laranja delicioso...(será???)


Mamãe se virou e fez um bolo sem ovo, sem trigo, sem leite e sem soja. Receita que a amiga Aline Fontana enviou... ficou fofinho e delicioso, eu juro!!!

Mas, o que deu errado? Caio não quis nem provar!!!
A tia Dani, com muita psicologia infantil, conseguiu fazer ele comer algumas migalhas, mas desistimos quando Caio quase vomitou...
Ser mãe as vezes é uma tarefa ingrata rsrsrs...

Pra quem quiser tentar a sorte, segue a receita:






Receita Base de Bolo da Marilian

Copo usado p/ medida : 200 ml
Assadeira usada: redonda de 35cm de diâmetro ou r
etangular de 30cm de largura.



Ingredientes:
§                       ½ copo de óleo (usei de canola)
§                       1 copo de agua ou suco de 3 laranjas (usei suco de laranja)
         1 copo cheio de açúcar (usei açúcar cristal)
§                       1 pitada de sal
§                       2 e 1/2 copos de farinha de arroz (ou 1 copo de farinha de arroz e 1 e 1/2 copo de fubá se quiser o bolo de fubá) (usei apenas farinha de arroz)
§                       1 colher sopa , mais 1 colher das de chá de fermento em pó Royal
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque numa assadeira untada com óleo (untei com óleo de canola e polvilhei açúcar cristal, forma uma casquinha crocante deliciosa) .Se for fazer com o fubá, acrescente um pouco de erva doce, fica uma delícia! Leve ao forno médio até dourar.


fonte da receita: http://www.semglutensemlactose.com/bolos/receita-bolo-soja-ovos-trigo-gluten-lactose/

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sai Neocate, entra Pregomin

Encafifei. Bateu aquela vontade louca de descer o leite, de caminhar para frente, de ver progressos por aqui! A princípio nossa médica discordou, mas depois de eu prometer que se a descida não desse certo, eu pararia de colocar objeções quanto a um exame que ela vem pedindo e eu nunca aceito fazer em Caio (colonoscopia), ela aceitou.

E simbora, testar o pepti, começando aos pouquinhos... Agora é tudo ou nada! Penso que se essa descida der certo, temos meio caminho andado para a cura! Temos muitas opiniões contra, muitos motivos indicando o contrário, Caio ainda é mto sensível e reage a diversos alimentos... Mas, se for o tempo determinado por Deus para a cura dele, nada disso poderá impedir. Se ainda não tiver chegado esse tempo, saberei aceitar e continuarei com o tratamento do Caio, ainda mais convicta de sua real necessidade. Bola para frente!

Para os sortudos que não precisam entender nada disso, eu explico (conhecimento não ocupa espaço né!):

Existem 3 tipos de fórmulas especiais para alérgicos a leite:

- Proteína isolada da soja: contém a proteína inteira, exemplos: nan soy, aptamil soja, isomil, etc... Como Caio tem mais alergia a soja do que ao próprio leite, nem pensamos em testar esses.

- Fórmula hidrolizado proteico: contém proteínas quebradinhas para facilitar a digestão e não agredir o intestino do alérgico. Existem os hidrolizados de soja (pregomin original, alergomed) e os hidrolizados do leite de vaca (pregomin pepti, aptamil pepti, alfaré, peptamen jr.). Já testamos o alergomed, que é hidrolizado de soja, não deu certo por aqui, então agora testaremos o pregomin pepti.

 - Fórmula de aminoácidos livres: é um leite totalmente digerido, só tem a menor parte da proteína, os aminoácidos. Dessa categoria existem as marcas aminomed e neocate, as quais Caio vem usando desde os 6 meses de vida, e só estabilizou com esse tipo de leite e dieta dos demais alimentos bem restrita.

O teste com o novo leite levará 5 semanas. Durante esse tempo, toda observação possível, nenhum outro alimento novo, anteninhas em pé para cada sintoma! Temos refluxo atacado e recusa alimentar presentes e atuantes por aqui, o que pode confundir um pouco. Mas como está com fezes normais, sem cólicas, dormindo bem, achei uma boa hora para começar. Afinal, já dizia o filósofo: quem não arrisca, não petisca!
Vamos lá Caio! Vamos aprender a digerir o leitinho! Torçam e orem por nós!




domingo, 31 de julho de 2011

Caio não come - o dilema!

Caio não quer comer. E agora?

Numa criança sem alergia, não querer comer pode ser fase, dente, falta de vontade. Logo vem a sugestão de variar o cardápio, melhorar a aparência da comida, diversificar o que se oferece à criança. Se uma criança não-alérgica não ganha peso, oras, é porque não come! Dá-lhe estimulante de apetite, vitaminas, e resolvido o problema!

Mas, se um alérgico não come... senta que lá vem história! Provavelmente esteja reagindo a algum alimento. Restringe-se a dieta. Se não ganha peso, é porque tem reação alimentar impedindo a correta absorção dos nutrientes...Ou seja, restringe-se ainda mais a dieta.

Dai, só com neocate (e neocate tradicional - menos calórico, porque o querido Governo não oferece o neocate advance - mais calórico e adequado para idade de Caio) fica difícil fazer uma criança ganhar peso. Vai engordar como, comendo batata e tomando neocate? e comendo pouco, pois Caio não é nada adepto ao pecado capital da gula? 

Poxa, meu filho não come... quero poder variar a alimentação dele para ver se ele pega gosto pela coisa... quero oferecer-lhe um prato colorido, com arroz e feijão! Quero dar-lhe de comer do meu próprio prato! Quero dar-lhe uma mamadeira GORDA de leite ninho com mucilon! 

Ultimamente a coisa tá feia, chora só de ver o prato. Anda recusando até mesmo a famigerada mamadeira... Hoje passou 16h sem se alimentar, qdo aceitou a mamadeira, tomou apenas 90ml. Mas eu não quero enxergar isso com reação, me recuso! Embora tenha lambido um pedaço de pão com manteiga... e tudo piorou depois disso, mas meu consciente não suporta tanta neura! Caio é alérgico mas também está sujeito aos problemas que as demais crianças enfrentam, não pode ser? Quero andar pra frente, oferecer mais variedade, ao invés de restringir ainda mais!

Fora a recusa alimentar e constantes crises respiratórias (que também não quero caracterizar como reação alimentar, afinal, também sou mega-asmática.) está tudo bem por aqui. Sono bom, pele boa, humor bom, alguns momentos de falta de energia para brincar, mas muitos momentos de bagunça também... coco mais ou menos... No geral, está bem. Não tem dente nascendo, não tem febre, garganta parece normal.

E que raios essa recusa alimentar veio fazer por aqui? Alguém me responde, pelamordedeus?




  

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pão não pode, mas comer sapato pode!

Antes de mais nada peço desculpas a quem passa por coisas piores, ter de ler minhas ladainhas. Eu sei que nada do que passamos é o fim do mundo, que existem coisas piores, que, apesar de tudo, meu filho está bem, crescendo, feliz, saudável.

Pode ser feio sentir isso. Mas sinto. E vim desabafar. Cansa tanto essa vida de dieta, de se preocupar com cada alimento que seu filho põe na boca, de pensar em como vai ser a noite em cada nova introdução, de ter aquela tensão enorme ao abrir uma fralda...

Caio estava bem. Estava sim! Porque fui inventar de introduzir coisa nova? Ele nem pediu! Mas por conta de minha ansiedade e vontade louca de andar para frente, dei-lhe um delicioso pedaço de pão, para testar o trigo. Ele viu a gente comendo e achou o máximo deliciar um papá igual ao nosso!

No mesmo dia começaram evacuações com muco, dia seguinte era diarreia e muco, cólicas, irritabilidade, crises de choro inconsoláveis. Fez me lembrar de como era quando ele nasceu. (Como foi que sobrevimemos, mesmo?)

Tá certo que não dá pra sair culpando o trigo. Tem também o fermento, o sal, o óleo. Afinal, foi um pedacinho de pão só. Um teste consiste em vários dias, várias tentativas. E também tem dentinho nascendo,  tomou um xarope novo (notuss) e bla bla bla. A questão é que tirei o pão e a diarreia cessou. To é doida de dar de novo? Dou não! Prefiro ficar na dúvida.

O problema é que cada teste faz um estrago... 5 dias após a louca tentativa e cá estamos nós, enfrentando noites mal dormidas. Caiozito se mexe sem parar (como mostram as fotos), chora umas 30x por noite. Não quer comer. Ficou desanimado e amuado, cansando facilmente (por conta das noites mal dormidas e recusa alimentar).

Daí paro para pensar... o menino come tudo que acha no chão, lambe sapatos, experimenta cada objeto que encontra. E fica bem. Daí dou-lhe um pedaço de pão e acontece tudo isso?

Ta minha gente... é só um pão, tem coisas piores. Eu sei. Mas to mal. To mesmo. Já chorei, já desabafei com uma amiga que ta num momento pior, fui lá e falei para ela que não acreditava mais na cura através de tratamento médico, ooo coisa boa pra se dizer para uma mãe que tá enfrentando problemas piores com a alergia! Mas fazer o que... agora já falei.

E quer saber... to desacreditada mesmo, to achando que nada adianta de nada. Dieta, cuidado com traços, consultas e mais consultas, "só" vão garantir o bem estar dele, mas a cura... acho que não, viu... Só resta orar muito e pedir ao meu pai do céu cura-lo! Porque Esse sim, pode curar! E é a Ele que me apego. Senhor, cure meu filhinho!

Lição que tirei de tudo isso: Jamais fazer uma introdução importante para Caio durante minha TPM!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Caio e a alergia alimentar...

Ainda na maternidade, poucas horas após nascer, trouxeram-me Caio para que eu amamentasse. Ele recusou o peito, nem chegou a mamar meu LM quando vomitou pela primeira vez. Só então descobri: deram Nan ao meu filho! Embora eu não soubesse dos riscos que essa exposição tão precoce ao leite de vaca oferecia, fiquei furiosa, pois queria amamentar. Horas depois Caio veio ao peito, mamou o colostro, eu já havia sido orientada de como proceder com a pega. Na madrugada seguinte, ainda na maternidade, Caio teve sua primeira crise de choro. Eu estava sem acompanhante, e as enfermeiras pouco souberam fazer para acalma-lo. Não queria peito, não acalmava no colo, chorava intensamente e sem consolo. Desesperador! Aquela coisinha pequena, magrinho, berrando com toda a força de seus pulmões... parecia que ia desfalecer de tanto chorar!

Após as 48 horas tivemos a alta. Nos primeiros dias Caio dormia bastante, mas o maior sufoco era a hora de amamentar. Sofri de hiperlactação e meu leite empedrou. Ele ficava nervoso e não conseguia mamar. Para não oferecer mamadeira, eu ordenhava LM e oferecia na colher,enquanto eu tentava desempedrar o leite com compressas quentes, banhos, massagens. Ufa! que sufoco! Essa tarefa sobrou até para minha sobrinha Alice, que tinha 2 meses e já sabia sugar mais forte, mamava alguns minutos em meu peito, tornando a tarefa mais fácil pra Caio rs. Foi uma luta para Caio aprender a mamar no peito! Ao sexto dia, nova crise de choro. 3 horas chorando sem parar.  Botamos bolsas de água morna na barriguinha, tentamos tylenol, exterogestação, música, banho, peito, chupeta, NADA! Fomos pela primeira vez ao hospital, na madrugada. E obtivemos o primeiro diagnóstico (entre muitos!) de cólica! (ao sexto dia, doutor???).

Logo começaram os vômitos. Intensos, frenquentes, a jato. Cianoses.

Aos 20 dias de vida contínuava nossa luta com crises de choro, idas diárias ao PS, uma infecção altíssima nos rins. A essa altura Caio já havia feito as pazes com o peito, aliás, começou a ficar pendurado...eram 4 horas seguidas pela manhã, meia hora de soneca ao meio dia, 4 horas seguidas de peito a tarde, 3 horas de choro ininterrupto ao anoitecer, madrugada dormia 40min, mamava 1h30... até as 5 da manhã, quando tinha uma nova crise de choro agudo. Diágnósticos sempre os mesmos: Cólica, NADA, fome... Numa das nossas idas ao PS, o choro era tanto que assustou todos os médicos, fizeram vários exames, e nada! Apavorada, a pediatra chegou a pedir para tirar líquido da espinha. Fugi do hospital!

Sempre estava cercada de familiares, cuidavam de mim, tentavam cuidar de Caio, cuidavam da minha casa e praticamente me davam comida na boca, pois não me sobrava tempo nem para escovar os dentes! Era amamentando e tentando consolar Caio tempo todo! Tive alergia ao hormônio da amamentação, fazia 40ºC e empolava toda sempre que Caio vinha ao peito. Virei um zumbi...achei que minha vida tivesse acabado. Achei que Caio tivesse algo de muito grave. Ou que talvez ele me odiasse...Porque ele grita tanto? E a família apitando no meu ouvido: "esse menino não pára de mamar e já sai do peito chorando, ele tem fome, dê-lhe mamadeira!" 

Diagnóstico de refluxo... remédios... a toa!

E Caio lá, mamando, vomitando, chorando, se contorcendo de cólicas. Médicos em nada nos ajudavam. Até que, aos 60 dias, ofereci uma mamadeira de Nan. Mamou tudo, e ofereci no dia seguinte, e no outro dia...até que, ao terceiro dia de Nan, evacuou com sangue. 

Nessa época minha prima Suzana estava na luta com a filha, Alice, 2 meses mais velha que Caio. Ela havia tido suspeita de APLV (Alergia a proteína do leite de vaca) e tomava uma fórmula especial, o alergomed. Essa minha prima vinha sempre me alertando sobre alergia a leite, que Caio pudesse ser alérgico e eu não poderia consumir nada com leite para poder amamenta-lo. Cheguei a tentar cortar leite de minha alimentação, mas não tudo, não o suficiente. E continuava consumindo soja, o que hoje sei ser um erro. No episódio do sangramento, a Suzana (que tem mais conhecimentos na área do que a maior parte dos médicos com quem já consultei!) deu o veredito: alergia a leite. Me doou 6 latas da fórmula que Alice usava. Hoje Alice toma leite ninho, tá linda e super bem, fora a luta contra a asma, que é um capítulo a parte.

Em meio ao desespero, falta de conhecimento, falta de competência médica e muitos transtornos, desmamei. Abruptamente! 

No mesmo dia que cessamos o LM (que tinha as proteinas do leite de vaca, por conta da minha dieta errada...) e introduzimos o alergomed, Caio parou de chorar! Acalmou! Ufa!

Fui ao posto de saúde já com diagnóstico fechado, convenci a pediatra, preencheu as papeladas para retirar a fórmula na farmácia do Governo (custava R$ 180 a lata e seriam necessárias 16 latas/mês). A partir de então, já vi uma luz no final do tunel. Embora continuasse com cólicas e vomitando intensamente, Caio tinha acalmado, e, afinal, ele só tinha 2 meses. Cólicas eram normais nessa fase!

E assim fomos levando até o 6º mês. Consegui acompanhamento com gastro, fomos aumentando o tratamento para refluxo cada vez mais, medidas posturais, remédios mais fortes. E Caio vomitava a quantidade exorbitante de 30x ao dia! 6 meses e ainda com cólicas intensas. Foi constatado que Caio tinha alergia também ao alergomed, foi então prescrito a fórmula aminomed. As cólicas cessaram, mas os vômitos continuaram. Apesar de tudo isso, meu fofo engordava como um touro!

Fomos introduzindo os sólidos e as cólicas foram voltando. Teve sua primeira pneumonia, internação, crises de bronquites, mais cianoses. Começamos a tratar com alergo. Foram 3 pneumonias ao total. Até que, aos 10 meses, Caio teve uma reação feia com diarreia a um biscoito com soja que comeu. Optamos pela exclusividade. Optei por mudar a marca do leite para neocate. Caio então ficou mamando neocate exclusivamente, sem comer nada, até depois de seu aniversário. 

Nesse período pude finalmente conhecer meu filho, meu anjinho. Melhorou até o humor, passou a dormir a noite toda, parou de vomitar, cessaram as cólicas. Começou a andar e a falar...A mudança foi perceptível para todos! Ah, hoje eu sei que ele me ama, sempre me amou, hehe.

Concluimos então que ele tinha alergia à alimentos também. Teve então o diagnóstico de Alergia a Multiproteínas. Como exames não são confiáveis para alergias em bebês (Existem as chamadas alergias IGE não mediadas, ou alergia celular), o único jeito de saber ao que ele reagia, seria introduzir os alimentos lentamente, um a um.

Batata... depois de 5 dias Mandioquinha... tudo ótimo! Mais 5 dias e demos cenoura. Voltou a vomitar muito. Opa! Tá aí o primeiro vilão. Suspende cenoura. Pêra cozida, banana cozida, precisa de proteína: frango! Voltaram cólicas, teve diarreias diariamente, vômitos. Puxa... mais um vilão! Suspende frango!

Assim estamos levando até os dias atuais. Dieta restritiva. As vezes tenho a impressão de que Caio só fica mesmo BEM quando está exclusivo. Mas ele precisa comer, vamos organismo de Caio, adapte-se! Acelere! Força!!!

Hoje estamos sem nenhum remédio para refluxo, e sem vômitos! Apenas bombinha para tratamento de asma e muuuuitos cuidados com a dieta. Existe vida além da alergia! Caio é um meninão (15 meses, 83cm, 11.600kg), feliz, muito esperto, não sente falta de nada. Guloseimas? nunca provou. E daí? não sente falta, tem alimentação saudável, e adora o neocate dele! Toma como se fosse leite condensado rs

O melhor de tudo é que temos a convicção de que tudo isso um dia passa. Previsão: antes dos 4 anos Caio come até feijoada! E Deus tem cuidado de nós, provido o leitinho de cada dia (neocate custa R$ 625,00 a lata, hoje consumimos 10 latas/mês, e nunca precisei comprar sequer uma lata! quando falta no governo, recebo doações de amigas queridas que conquistei nessa luta contra a alergia).

Só tenho a agradecer a Deus, por ter me confiado esse presente tão especial e ter nos auxiliado até hoje. Ao meu marido, que sempre manteve a calma, nunca se desesperou, enquanto Caio se acabava de chorar (e eu chorava junto) ele se mantinha calmo, ninava Caio, e sempre fazia a observação "do quanto a voz de Caio era bonita". Ao meu pai, que corre de médico em médico até os dias atuais, que ora, que cuida e ama Caio como se fosse filho dele. A minha mãe, que se pedir a guarda de Caio na justiça consegue imediatamente (preciso dizer mais alguma coisa?). A minha irmã Dani, que sempre me lembra que nada é tão ruim assim. A minha prima Suzana, médica mais confiável nesse tratamento do Caio. A minha tia Bete, que largou seu lar várias noites para vir tentar consolar Caio, deu-lhe os primeiros banhos, cuidou do umbiguinho. À Família que me apoia. Aos amigos que me acham louca e pensam que acho divertido fazem dieta no filho que me defendem. Aos queridos irmãos de minha igreja, que nos sustentam com suas orações. E às minhas amigas companheiras de luta da APLV, por compartilharem cada conquista e cada fracasso comigo, me ensinarem, me apoiarem, me incentivarem a ser doida, neurótica, pirada mesmo! Vale tudo para cuidar de um filho!

bjs tchau!


desabafo!

A gente se prepara para defender o filho da friagem,
das bactérias, da violência...
daí ele nasce e descobrimos que temos de protege-lo tb da comida!


Que coisa de doido!!!

Acontece que existe a meleca da Alergia Alimentar!!!

Intolerância a lactose  é rara em crianças e demonstra-se como diarreias e dores abdominais após a ingestão do leite. Mas o intolerante pode consumir pequenas quantidades de leite, derivados de leite e leites de baixo teor de lactose ou leite de soja. O problema tende a se agravar com o tempo...mas no geral não é tão grave.


Caio tem Alergia a Proteína do Leite de Vaca. Não é o açúcar do leite (lactose) que lhe faz mal, e sim, a proteína. Isso impede que ele tome leite de soja, cabra e outros leites animais, pois todos tem proteínas muito semelhantes. A alergia pode ter uma reação bem mais demorada, até mesmo dias após a ingestão do leite...pode ter vários sintomas, como cólica, diarréia, sangramento, dermatite, bronquite, refluxo, colite, asma... Caio já apresentou a maior parte desses, só conseguimos estabilizar após retirada de todos os alimentos de sua dieta, ficou por 40 dias exclusivo numa fórmula especial chamada NEOCATE. Podemos também chamar de "leitinho de ouro", visto que uma lata (dura 2 dias aqui) custa R$ 625,00. Poucos privilegiados teriam condições de manter um leite de mais de R$ 7 mil ao mês, mas felizmente o direito à VIDA é assegurado a todos os cidadãos, o Governo/Município tem obrigação de ceder o leite. Nem sempre é tão fácil assim, na maior parte das vezes, é muito difícil! mas graças a Deus o leitinho nunca faltou para Caio.

Digo direito a vida pois a APLV  (alergia a Proteína do Leite de Vaca) é muito séria sim. E é também muito comum em bebezinhos! 1 em cada 20 crianças tem! se você conhece um bebezinho que vomita demais, chora demais, não dorme, é irritado demais, tem diarreias (as vezes com sangramento), crises respiratórias, (as vezes um só desses sintomas já fecha o diagnóstico), peça para a mãe dele se informar sobre APLV.

A boa notícia é que isso quase sempre passa. Caio vai logo voltar a comer, um alimento de cada vez, com muita calma... por último a carne vermelha, trigo, ovo, leite e soja. A estimativa é que até os 3 anos, com a dieta certa, a maioria das crianças já estejam curadas. 

Dieta certa é estar totalmente longe do leite, não pode nenhuma gotinha, não pode derivados, não pode  traços. Por isso não me digam: "um pouquinho só não faz mal!" Faz sim! o controle alimentar é para o bem dele, é para que tudo isso passe logo... Por isso deixei aqui essa breve explicação e agradeço a compreensão e o apoio que eu recebo dos meu amigos! Se alguém tiver alguma dúvida, estou a disposição. Formada e Graduada em Alergia Alimentar através da Escola da Vida hehehehe